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Metal Sul Festival: Entrevista com o Bloodwork, que promete um show cavernoso


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Conversamos com o vocalista Fabiano Werle, da banda Bloodwork, de Dois Irmãos, que tocará em Bento Gonçalves na segunda parte do Metal Sul Festival, na sexta-feira dia 15/09. Além de falar sobre a situação da atual cena gaúcha, Fabiano relembrou o passado com a Empire of Darkness e deixou bem claro: “Tocamos Death Metal, com temas nojentos e sexuais, tudo isso com muito humor!”. Com um novo disco em mãos, o Bloowork segue na divulgação de seu Death Metal nojento e esporrento!

Bloodwork_Press

Metal Sul Festival – O Bloodwork está chegando ao segundo álbum, “Feed on the Dead”, mantendo toda a “podreira” característica que acompanha a banda desde sua formação, em 2009. O que influência vocês a escreverem sobre temas escatológicos e como vocês explicariam para leigos que tipo de música e letras a banda aborda?

Fabiano Werle - Bom, gostamos bastante de bandas como Cannibal Corpse, Carcass e Six Feet Under, que possuem esses temas escatológicos, como mencionastes. Então acredito que o caminho natural se tornou esse…letras que abordam temas sexuais/gore e com muito humor! Achamos graça em tudo isso! Quando o Rafael Lubini vem com uma “letra nova”, as gargalhadas são muitas! Imagine como foi quando o Rafael apareceu no ensaio com a letra de “Taste My Dick Cheese” (Prove Meu Queijo de Pau)?!? Rimos por muitos minutos…Pungent Stench é outra influência para nós e isso esclarece muita coisa. Tocamos Death Metal, com temas nojentos e sexuais, tudo isso com muito humor!

Metal Sul Festival – De 2014 pra cá tivemos uma grande leva de lançamentos voltados ao Death Metal aqui no RS, e há inúmeros festivais dedicados ao estilo pelo RS. Entretanto, o que poderia melhor? As casas de shows e produtores tem cumprido com suas obrigações? O público tem comparecido?

Fabiano Werle - Olha, realmente os festivais estão mais frequentes do que anos atrás, o que no meu ponto de vista é muito bom! Nesse caso específico, quanto mais melhor! Mais as bandas tocarão e se aperfeiçoarão, assim como os produtores! Todos ganham com mais experiência…e o principal interessado nessa história, o público, também é beneficiado! Sempre rolando um “showzinho” para ir. Obviamente que as condições estruturais das casas de shows precisam ser adequadas para tal, como equipamentos decentes para as bandas e conforto do público. Mas nesses pontos, alguns lugares ainda deixam a desejar…equipamentos ruins, onde a banda é prejudicada e não consegue divulgar o seu trabalho. Para o público, alguns lugares ainda não oferecem ambientes adequados, como banheiros sujos e bebidas quentes ou escassas…ou até sem uma climatização adequada! Parece bobagem, mas em 2017 isso soa como uma piada! Mas também evoluímos bastante! E essa evolução vem desse aumento da frequência de shows! O negócio é não parar, corrigindo os erros! O Público tem comparecido em eventos pontuais…não se consegue ir em todos, embora os valores pelas entradas sejam baixos, mas muitas vezes rola as “coincidências” entre festivais, rolando mais de um no mesmo dia, dividindo a galera…mas também pela grana! O ingresso não é tão caro assim, mas tem o transporte (valor e horário) e a alimentação/bebida…acho que muitas pessoas precisam levantar um pouco o pé e selecionar alguns shows para ir…infelizmente talvez existam outras prioridades! Tá osso pra todo mundo!

Metal Sul Festival – O background do Bloodwork é muito rico, quem acompanha a banda sabe do histórico de seus integrantes. Rola alguma nostalgia dos primeiros anos como músico? Quais as diferenças do Fabiano que cantava na Empire of Darkness pro Fabiano vocalista do Bloodwork?

Fabiano Werle - Cara, aqueles anos de Empire Of Darkness foram incríveis! Eu tinha 17/18 anos quando montamos a banda e começamos a ensaiar lá em casa…aquilo era uma novidade para mim! Eu nunca tinha tido nenhuma experiência com música antes e quando vi, estava berrando num microfone! Com certeza rola uma nostalgia daquela época…volta e meia me pego lembrando dos ensaios e shows, das excursões que fazíamos para tocar, tenho muito material dessa época guardado, fotos, flyers, set-list…muita coisa! Era muito massa! Só tenho lembranças boas dessa época. Em relação às diferenças daquela época como vocalista, a principal delas é que com a Bloodwork eu “canto” o que gosto! Death Metal tradicional americano, cavernoso…conforme as influências acima citadas de Cannibal Corpse e Six Feet Under, principalmente pelo Chris Barnes, minha principal influência! Tecnicamente admito não ser um primor…com certeza existem vocalistas melhores do que eu, mas busco melhorar sempre. Particularmente, acredito que os vocais do álbum “Feed On The Dead” são os melhores que já fiz! Gravei exatamente como planejei…mas para o próximo álbum, buscarei melhorar ainda mais!

Metal Sul Festival – A Serra Gaúcha sempre foi um grande polo do Metal gaúcho, tanto que no livro “Tá no Sangue! – A História do Rock Pesado Gaúcho”, há um capítulo dedicado a região, levando o seguinte título: “o que botaram no vinho deles?”. A que você atribui esta vocação desta galera em fazer Metal?

Fabiano Werle - Influência amigo! Como mencionei acima, festivais e mais festivais… público presente com certeza com muitos músicos na galera, experientes ou não. O cara vai nos festivais, acompanha determinada banda e bota na cabeça que quer aquilo também! Junta os amigos e começa a fazer o som…pronto! Por isso os festivais são tão importantes! As bandas divulgam o seu material e se realizam como músicos, os produtores que vivem e curtem isso ficam satisfeitos pessoalmente e financeiramente…e o público que prestigia, lá no meio terá algum piá que será influenciado por tudo isso! E a roda não para de girar! Eu mesmo…nos festivais em Farroupilha, Teutônia, Caxias do Sul vendo a Sarcastic, Lethal Sense, Predator, Carniça, Mental Horror! É isso cara! 

Metal Sul Festival – Fabiano, deixe seu recado para o público de Bento e região! O que podemos esperar do show da Bloodwork?

Fabiano Werle - Galera, prestigiem essa iniciativa do Metal Sul Festival! Vamos apoiar, comparecer, curtir e mostrar que o Heavy Metal tem vez e espaço sim! Temos público fiel e consumidor para isso! Buscamos e pedimos tanto por um festival com estrutura “gringa”…pois então! Está aí! A edição de Caixas do Sul foi foda e vamos fazer da edição de Bento Gonçalves tão histórica quanto. Com certeza esses serão os primeiros de muitos que ainda virão…vamos fazer a nossa parte, ainda mais que é gratuito! Nós da Bloodwork estamos nos preparando para entregar um Death Metal cavernoso, podre! O set-list será baseado no nosso novo álbum “Feed On The Dead”, mas também com músicas do “Just Let Me Rot”…além é claro de merchandising da banda, como: camisetas, CD’s, chaveiros, canecas, camisinhas e absorventes usados da marca Bloodwork! Abraço a todos e nos vemos lá! GORE MUSIC FOR GORE PEOPLE!!!

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Entrevistas · Notícias

Postado em/Posted on setembro 5th, 2017 @ 9:23 | 1 views



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