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Metal Sul Festival: A Sorrowful Dream retorna à Serra Gaúcha neste sábado


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Já são mais de 20 anos de estrada, ininterruptos. Atualmente divulgando o último CD, “Passion”, e o tributo ao Roxette, o A SORROWFUL DREAM prepara seu retorno à Serra Gaúcha, lugar que sempre os recebeu com muito carinho e entusiasmo. No bate-papo com o vocalista Éder Alves de Macedo foram abordados alguns temas que ilustram nosso dia a dia, como o conservadorismo que tem invadido o Heavy Metal e também pudemos saber como rolou a participação no tributo ao Roxette.

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Metal Sul Festival – O último álbum do ASD foi “Passion”, lançado há dois anos. Agora o grupo divulga a participação no tributo ao Roxette, já com o novo baterista. Podemos esperar material novo em breve? A recepção de “Passion” nutriu suas expectativas?

Éder Alves de Macedo: Infelizmente, ainda vai demorar um pouco para termos material novo. Vivemos as nossas demandas uma por vez. Quando surgiu a possibilidade de participarmos do tributo, nos dedicamos ao máximo tanto na composição quanto na gravação: focamos todos os esforços naquele momento, para que o resultado saísse dentro do que acreditamos ser bom e com a “cara” da banda. Por isso, nosso plano inicial é nos debruçarmos nas composições do próximo álbum no ano que vem, se tudo der certo. Não sei se a recepção de “Passion” nutriu expectativas, mas concordo que vai ser difícil superá-lo. Ele é um álbum que carrega com muita força a identidade da banda. O próximo será de fato um árduo trabalho.

Metal Sul Festival - Lembro que anos atrás falar de bandas como Roxette era pedir para ser xingado. Hoje em dia é normal bandas de Metal regravarem clássicos do Pop. Dentre os inúmeros covers e tributos lançados ao longo do tempo, quais que você destaca e gostaria de ter participado?

Éder Alves de Macedo: Eu gostaria de ter participado de todos os tributos a bandas dos anos 80. Gosto muito, principalmente, do underground oitentista: Sisters of Mercy, Bauhaus, Siouxie and the Bashes, Cocteau Twins, Dead Can Dance, Two Witches, enfim. De Sisters muitas bandas já fizeram covers. Lembro-me do Atrocity que gravou um álbum só de covers: tem uma versão perfeita de “Don’t Forget About Me”, do Simple Minds. Nós já havíamos feito versões de Sisters (“Temple of Love”) e de Depeche Mode (“Strangelove”). Mas confesso que, antes da proposta, nunca tínhamos cogitado tocar Roxette. E o que nos surpreendeu foi que a música e a sonoridade da banda pareciam estar arraigadas em nós. Ela havia feito parte de nossa formação enquanto músicos e pessoas. Sempre digo que foi fácil e difícil fazer uma versão de “Spending My Time”: fácil por ela ser parte de nós e não sabermos, difícil por fazermos questão de pôr nossa identidade nela.

Metal Sul Festival - O ASD tem um público muito diversificado, e sempre acaba atraindo muitos admiradores. O que os bangers de Bento e região poderão esperar da apresentação no Metal Sul? O que você acha da cena na região serrana?

Éder Alves de Macedo: Na verdade, os bangers de Bento poderão esperar da ASD o que ela sempre fez: sete pessoas executando um som que acreditam ser a melhor expressão possível deles mesmos. Nada mais que isso. Nada menos que isso, também. Lembro-me da saudosa década de 90 em que tocávamos em grande parte do interior do RS. É necessário reavivarmos o que está adormecido e são projetos como o Metal Sul que possibilitarão o ressurgimento da cena Metal no Estado. Essa iniciativa é realmente louvável e merece toda a nossa atenção tanto pela qualidade quanto por ao que se propõe.

Metal Sul Festival – Temos vivido uma época de grandes tribulações, como na política e religião, muitas vezes com os dois assuntos interligados. Como o Heavy Metal se encaixa nisso tudo, sendo mais do que um estilo musical, mas um estilo de vida? Em sua opinião, o preconceito ainda é forte?

Éder Alves de Macedo: Tenho pensado bastante sobre isso. Essa onda conservadora, que tem invadido até o próprio Heavy Metal, quem sabe seja o resultado de uma tensão, ou de muitas tensões e desilusões da vida. Participamos, na última semana, do Festival River Rock, em Indaial, que reuniu, em três dias, centenas de pessoas e mais de trinta bandas de diferentes vertentes do rock n’ roll. E foi um momento em que a música dissipou tensões: eram diferentes tribos vivendo em paz por que tinha em comum, a música. Creio que este seja o sentido do estilo de vida Heavy Metal: ele dissipa nossas tensões, exorciza demônios e promove um mundo diverso, rico e em paz. E se eu acho que o preconceito ainda seja forte? Sim! Na história da nossa sociedade, se repararmos, tudo que tenha promovido a liberdade e a paz foi alvo de preconceito.

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Postado em/Posted on setembro 12th, 2017 @ 10:07 | 6 views



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